segunda-feira, 29 de abril de 2019

Sobre a imprevisibilidade do Kung Fu

Comecei esse blog a tempos atrás, mas acabei por não dar continuidade as minhas postagens. Nunca tive a intenção de ter um Blog, mas aqui estou de volta. A prática Kung Fu nos leva à situações novas e inesperadas, como estar aqui escrevendo um Blog. Sendo assim, gostaria de retomar minhas postagens falando sobre essa imprevisibilidade.


Prática solitária do Luk Dim Bun Gwan

 Kung fu é muito conhecido pelos filmes com movimentos acrobáticos, diferentes armas e lutas exuberantes. Não é estranho encontrarmos pessoas que buscam a prática de um estilo de Kung Fu por se encantarem com a parte técnica, por buscar algum tipo de atividade física ou até mesmo para aprender a se defender. A parte técnica de um estilo de Kung Fu, no meu caso Ving Tsun, tem um importância inegável mas Kung Fu não para por ai.



Trabalhando na produção da série DDD21
Na foto estou eu, em uma boate, trabalhando na gravação de uma série, em algum momento da madrugada; segurar a claquete era a parte mais simples do trabalho, com muita folga. Já mencionei em algum momento, nas postagens anteriores, que sou biólogo e trabalho principalmente como professor, e talvez alguns se perguntem como um professor foi para na produção de uma série. A resposta é simples: Kung Fu. 
Muito mais do que simplesmente aprender um punhado de técnicas, e desenvolver habilidades de luta o aprendizado do Kung Fu se dá pela relação com seu Si Fu. Essa relação pode até se iniciar em um ambiente de prática, mas pode se expandir para diversos lugares e cenários. 


Eu, infelizmente de costas, e meu Si Fu, a direita

Ving Tsun pode ser utilizado para lutar, mas restringi-lo somente a isso não faz sentido. Ving Tsun é uma ferramente para desenvolvermos Kung Fu, essa incrível habilidade de viver melhor e ser uma versão melhor de si mesmo. Nesse dia da foto, na praia da Barra da Tijuca (RJ), tive a oportunidade de ver meu Si Fu lidando com diferentes questões pertinentes a gravação da série, e aprender a partir disso. Trabalhar juntamente ao meu Si Fu na produção dessa série foi uma oportunidade indescritível, assim como tantas outras que tive, de aprender Kung Fu não sómente pelo toque dos punhos, mas pela maneira como meu Si Fu leva a vida.